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segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Viajando aos Extremos: Pyongyang

Talvez a cidade mais fechada e proibida do mundo.


Pyongyang é certamente uma das cidades mais difíceis de se visitar. Saiba um pouco mais sobre a peculiar capital da Coreia do Norte.


Pyongyang é uma das cidades mais difíceis de se visitar. Não por problemas de locomoção, uma vez que existe um aeroporto internacional com voos regulares para alguns destinos, mas mais pela burocracia. A capital mundial do comunismo, praticamente uma ilha isolada do restante do planeta, é tão obscura que se torna item obrigatório para aquele que quer chegar ao extremo.

Pyongyang é a capital da República Democrática da Coreia, mais conhecia, obviamente, como a Coreia do Norte. A cidade fica às margens do Rio Taedong.


A maior parte dos turistas que visita o país são chineses, seguidos por europeus e americanos [sim, americanos!!!], pouquíssimos brasileiros se aventuram pelas terras dos Grandes Líderes. O turismo na Coreia é administrado por uma agência governamental [KITC – Korea International Travel Company] e todos os grupos de turistas têm seus passaportes recolhidos logo na entrada no país [fiquem tranquilos, pois são devolvidos intactos ao final da viagem] e são acompanhados por guias norte coreanos, devendo seguir o roteiro estabelecido por eles.

A maioria dos turistas chegam ao país de avião ou de trem e deve-se ter muitas ressalvas, em caso de ser americano [um americano aqui deve se portar muito bem, pois qualquer gracinha e desconfiança por parte do governo podem fazer com que você perca sua liberdade, ou talvez até a vida]. Não precisamos nem citar que jornalistas sem autorização não são nada bem vindos nesse país!

O Aeroporto Internacional Sunan é servido por voos regulares para Pequim e Shenyang, na China. Há também [supostamente] um voo semanal para Vladivostok, na Rússia, mas na realidade ele só decola quando existem passageiros o suficiente para lotar um antigo Tupolev Tu-134.


O aeroporto de Pyongyang não possui qualquer sistema de aproximação para pouso de aeronaves por instrumentos, então se o tempo está ruim, os voos são cancelados e até mesmo os aviões que se encontram já em voo retornam para seu ponto de origem.

Isso acontece normalmente com os voos da Air China. Coincidência ou não, os voos da companhia aérea nacional norte-coreana, Air Koryo, parecem não ter problema para pousar.

Indo de trem, estrangeiros chegam no terminal principal de Pyongyang mas não devem se juntar com os coreanos, pois estrangeiros sairão por uma porta lateral da estação, nunca pela principal, após passar pela imigração, que nunca é muito movimentada [por que será né?].



Os turistas na Coreia do Norte serão sempre acompanhados por um guia norte-coreano, ou mais de um guia, que irão dizer quais são os lugares que poderão ser visitados. Os estrangeiros sempre recebem na chegada um roteiro que será seguido durante sua estadia, o único modo de se visitar Pyongyang.

O Governo dirá quais lugares estão autorizados a serem vistos. Fotografias ou filmagens só serão permitidas quando os guias disserem. O sistema de metrô é liberado para estrangeiros, e uma viagem custa o equivalente a somente R$ 0,05.

O único inconveniente da utilização do metrô é que todas as estações ficam do lado oposto do rio onde residem todas as pessoas na capital. Estrangeiros podem pegar táxis, mas os norte-coreanos ficam geralmente muito nervosos com o fato de aceitar estrangeiros entrando em seus táxis. A única exceção são os que ficam no Hotel Koryo. Normalmente o motorista verificará com o hotel se ele poderá te levar no táxi.


Aí fica uma pergunta: O que há para vermos por lá?

Em primeiro lugar, obviamente, as enormes estátuas dos líderes-deus dos norte-coreanos, como o Kim Il-Sung, o pai do atual ditador Kim Jon-Il e também do avô dele, considerado como o fundador da Coreia do Norte.



A maior estátua foi erigida pelo próprio Líder, e é provavelmente o primeiro lugar ao qual os guias o levarão. O normal é que todos os visitantes comprem flores para colocar aos pés da estátua.

As flores custam entre R$ 6 a R$ 22. Outro lugar para se ver é o metrô. É um dos mais profundos do mundo, a 110 metros de profundidade. Por todo o lado existem enormes painéis socialistas, com cada estação feita para demonstrar um ideal diferente do regime.






Há também a Torre Juche, com 170 metros de altura, dedicada à filosofia Juche de Kim Il-Sung. Quase todos os museus na cidade demonstram a superioridade norte-coreana sobre os americanos, como navios capturados [USS Pueblo] e como o Museu da Guerra da Coreia, que possui uma coleção de todo tipo de artefato capturado dos Estados Unidos.


Torre Juche.
Há ainda um enorme Arco do Triunfo, maior do que o famoso de Paris e, finalmente, o enorme prédio de 105 andares no meio da cidade, o Hotel Ryugyong.


Arco do Triunfo de Pyongyang.
Hotel Ryugyong.
As excursões guiadas são o único modo de fazer qualquer coisa em Pyongyang. É muito raro que seja dado a algum estrangeiro o direito de andar por aí sozinho. Acima de tudo é necessário tomar muito cuidado com as fotografias.

É tranquilo tirar fotos de palácios e monumentos, mas os coreanos odeiam que tirem fotografias deles, a menos que você tenha permissão primeiro. Se você chegar a um mercado de rua [como uma feira livre], muito provavelmente todos fugirão correndo [incluindo os vendedores], uma vez que sua existência é uma admissão tácita do fracasso de sua forma de socialismo.

Mas não é sempre assim, a maioria dos coreanos sempre fica muito nervosa, então sorrir é sempre uma boa ideia. Você nunca deve tirar fotos dessas situações óbvias. Muito provavelmente poderá será preso e deportado.

Uma inocente foto de um mercado para os ocidentais é uma situação muito séria para eles, politicamente falando. Não somente a foto mostrará as limitações do socialismo, mas uma eventual foto da 'abundância' de um mercado irá, para eles, levar com que cessem as ajudas internacionais de alimentos que o país recebe.




Os estrangeiros podem utilizar a principal piscina pública nos sábados de manhã, assim bem como a pista de patinação no gelo no inverno. Tenha cuidado, pois se você tiver um acidente, os norte-coreanos não irão lhe socorrer, provavelmente por causa do medo de estar lidando com um estrangeiro.

Houve casos de estrangeiros quebrarem a perna enquanto estavam patinando, e esperaram por horas no gelo até que outros estrangeiros no local tentassem os ajudar [isso se eles tivessem a sorte de se ter um estrangeiro por perto!].

Talvez o principal passeio de dia inteiro seja Mangyongdae, o suposto local onde nasceu Kim Il-Sung, a 12km de Pyongyang. Algumas cabanas nas quais supõe-se que tenha nascido o Líder são a atração principal, e elas parecem bem novas para terem 100 anos de idade. Este subúrbio também contém um museu revolucionário, um parque e uma escola revolucionária para as crianças da elite.






Fontes Pesquisadas:

http://www.earthnutshell.com/stopping-all-stations-the-pyongyang-metro/
http://viagensaoextremo.blogspot.com.br/2011/
https://thevelvetrocket.com/2016/06/20/north-koreas-mangyongdae-childrens-palace/


Clique em alguma das coleções abaixo para conhecer outras postagens do blog:




Ou então nesse mapinha, que te levará a uma espécie de índice onde estão citados todos os destinos do Blog:


Após ler todo esse texto e observar a imagem abaixo:



E aí? Você teria coragem de visitar ao extremo e assim conhecer Pyongyang, na Coreia do Norte? Boa sorte e até o próximo post!

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