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terça-feira, 11 de julho de 2017

Viajando pelo Sistema Solar: Júpiter

Agora que passamos pelo cinturão de asteroides...


... chegou a hora de conhecer o maior planeta do Sistema Solar: Júpiter.

- Júpiter -

Distância do Sol: 778.500.000 km

Júpiter é o quinto planeta do Sistema Solar e o que possui o maior diâmetro e também a maior massa dentre todos os planetas do Sistema Solar, contudo isso ainda é apenas um infinitésimo da massa do nosso Sol. Para se ter uma ideia, Júpiter sozinho possui 2,5 vezes a massa de todos os planetas em conjunto. É um planeta gasoso junto com Saturno, Urano e Netuno. Isto é, não é composto primariamente de matéria sólida [Se comparado com a Terra, Júpiter tem 1.300 vezes o tamanho do nosso planeta, mas pesa apenas 318 vezes a sua massa por se tratar de um planeta gasoso].

É composto basicamente por gases como o Hélio e possui praticamente a mesma composição que o Sol, mas não é tão quente como ele porque não possui densidade suficiente para elevar sua temperatura a tal ponto e também tem seu anel de poeira, composto  por partículas de 10 mícrons de diâmetro provenientes da colisão de suas pequenas luas com meteoritos. A localização e formação deste anel se dá pela existência de um campo magnético que se estende até 3 a 7 milhões de quilômetros na direção do sol.


No total, Júpiter possui 66 Satélites, sendo quatro as suas luas principais: Io, Ganimedes, Europa e Calisto. Todas elas foram descobertas por Galileu Galilei em 1610. A pressão dentro deste gigante é tão grande que todo o hidrogênio dentro dele se encontra na forma metálica: eles são quebrados de forma que seus elétrons ficam todos livres e os átomos resultantes constituem-se apenas de prótons. 

Mas, para nos aprofundarmos melhor sobre Júpiter, adentraremos na sua atmosfera e o conheceremos por dentro, através das imagens abaixo:




Continuando, vamos dar uma olhada melhor na grande mancha vermelha.


Ela na verdade é um enorme anticiclone da atmosfera de Júpiter, possui forma oval, coloração em tons de vermelho e é uma das características mais distintivas do planeta. Corresponde a uma tempestade de gigantescas proporções e possui caráter mais ou menos permanente. É a maior tempestade existente no Sistema Solar e seu tamanho já foi grande o suficiente para abranger mais de duas vezes o tamanho da Terra, entretanto foi provado que com o tempo essa mancha está diminuindo e atualmente só pode caber uma vez o tamanho da Terra.

Veja mais algumas fotos do planeta:


Representação da Atmosfera de Júpiter
Representação Esquemática da Magnetosfera de Júpiter
Como dito, o campo magnético de Júpiter é 14 vezes mais forte que o da Terra e é o mais forte de todo o Sistema Solar. Incrível não é?  Mas como não podemos pousar nossa nave aqui voltaremos pro espaço e exploraremos algumas das principais luas de Júpiter.

- Io -


Io é uma das luas mais incomuns do Sistema Solar e possui vulcanismo ativo. Por aqui ocorrem erupções e a fumaça já chegou a estender por mais de 300 km acima da superfície, com material sendo ejetado a velocidades de 1 km/s.

Esse vulcões ocorrem devido ao aquecimento do Satélite, que recebe uma enorme energia de Júpiter e das luas que passam por Io. Esse cabo de guerra provoca protuberâncias de marés tão grandes quanto 100 metros na superfície dessa lua. A temperatura na superfície chega aos -143ºC, entretanto há um grande ponto quente, associado com uma formação vulcânica e nela estima-se que a temperatura seja em torno de 17ºC.

No vídeo acima nós já ouvimos um pouco sobre essa lua, agora vamos nos aprofundar mais um pouco através desse outro vídeo:

  

Ganimedes -


Ganimedes é a maior lua de Júpiter e é a maior lua do sistema solar, com um diâmetro de 5.262 km. É composto de um núcleo rochoso com um manto de água/gelo e uma crosta de rocha e gelo. Sua baixa densidade [em torno de 1,94 g/cm³] indica que o núcleo ocupa cerca de 50% do diâmetro do satélite. E no ano passado [2015] ainda tivemos uma descoberta surpreendente:


Ganimedes é tão grande, que se orbitasse o Sol no lugar de Júpiter, seria classificado como um planeta que possui uma complexa história geológica: tem montanhas, vales, crateras e fluxos de lava. É cheio de crateras, especialmente nas regiões mais escuras. As regiões brilhantes mostram um terreno de tipo diferente, que é entalhado com gargandas e cordilheiras.

Europa -


Europa é única por si própria e apresenta-se com uma superfície gelada muito brilhante e com riscos coloridos. Os cientistas acreditam que exista um mundo oceânico coberto por uma capa de gelo que protege o mar do interior da adversidade do espaço e devido a essas condições existentes em seu interior essa lua possa abrigar vida, tal como as que existe nas profundezas dos mares do nosso Planeta. Quem sabe, cenas como essas do vídeo abaixo ainda não possa acontecer e nos surpreender ainda mais:

 

Essa lua é tão interessante que daria pra ficar falando sobre ela por dias e mais então, por isso deixei um link especial para o Wikipédia, onde você poderá se aprofundar ainda mais seus conhecimentos sobre Europa, caso deseje:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Europa_%28sat%C3%A9lite%29

Calisto -


Calisto é a terceira maior lua do Sistema Solar e a segunda maior Lua de Júpiter. Tem cerca de 99% do diâmetro de Mercúrio, mas apenas 1/3 de sua massa. Calisto não faz parte da ressonância orbital que afeta os outros três satélites galileanos [Io, Europa e Ganimedes] e por isso não sofre aquecimento pelas forças de maré. Sua rotação diferencial é síncrona, ou seja, uma face sempre está voltada para Júpiter, enquanto a outra fica em constante escuridão.

A superfície de Calisto é menos afetada pela magnetosfera de Júpiter porque sua órbita está mais afastada do planeta. É composto de quantidades iguais de rocha e gelo e investigações revelam que Calisto pode ter um pequeno núcleo de silicato e possivelmente um oceano subterrâneo de água líquida em profundidades superiores a 100 quilômetros.

É cercado por uma atmosfera extremamente fina, composta por dióxido de carbono e provavelmente oxigênio molecular, bem como uma ionosfera bastante intensa. Essa provável presença de um oceano dentro de Calisto faz dele um possível candidato a abrigar vida no Sistema Solar. Entretanto os cientistas acreditam que as condições de Europa são melhores para a vida do que as de Calisto. 

Rotação 3D de Calisto:


E para fechar Júpiter essa parte da viagem com chave de ouro, seguem-se algumas curiosidades interessantes desse planeta:


Se você não compreende espanhol não tem problema, abaixo estarei colocando a tradução pra você:

- Júpiter foi o primeiro planeta a ser formado no Sistema Solar, funciona como sua aspiradora, e provavelmente sem ele ... não existiríamos;
- Júpiter possui mais de 60 luas, as principais são: 
Lua Multicolorida [Io] com 400 vulcões ativos;
Europa, que apresenta um mundo congelado no qual há a presença de água líquida abaixo de sua superfície, e pode existir vida;
Calisto, o corpo com a maior quantidade de crateras de todo o Sistema Solar;
Ganimedes, a maior lua de Júpiter e também de todo o Sistema Solar, é maior que Mercúrio.
- Essas luas foram descobertas por Galileu Galilei em 1610, por isso recebem o nome de luas galileanas;
- Júpiter é um planeta gasoso, suas nuvens foram uma capa fina que tem cerca de apenas 50km de espessura, mas abaixo delas só há praticamente Hidrogênio (81%) e Hélio (17%), embora também tenha água (0,1%);
- A Grande Mancha Vermelha é uma tempestade. Pode parecer pequena se comparada com Júpiter, mas é maior que a Terra. Se formou há uns 350 anos e não tem dado sinais que vai desaparecer;
- Júpiter demora 12 anos terrestres para dar uma volta ao redor do Sol;
- Júpiter é o planeta que gira mais rápido em todo o Sistema Solar e seu dia dura apenas 9 horas e 55 minutos;
- Júpiter tem anéis: 4 ao redor de seu equador, mas são tão finos que não podemos vê-los;
- O volume de Júpiter é equivalente a 1.317 Terras e seu peso é só 318 vezes maior; 
- A única sonda que atravessou a atmosfera de Júpiter foi Galileu, que demorou 6 anos para chegar e só sobreviveu por 59 minutos, que foi suficiente para coletar as informações desejadas.
- Por causa de seu tamanho, se crê que Júpiter é uma estrela falida: sua composição é similar a das estrelas. Se fosse 80 vezes maior conseguiria se converter em uma estrela.

Essa parte da viagem foi muito intensa, mas ainda não acabou, estaremos voltando para a nossa nave e em breve continuaremos nossa viagem até chegarmos aos confins do Sistema Solar.

Nossa Nave
Fontes Pesquisadas:

Júpiter e seus Satélites


Agora seguiremos para o nosso próximo planeta: Saturno, com seus magníficos anéis.


Para isto, clique na imagem acima ou AQUI.

Obs.: Em breve estarei disponibilizando o link para este post.

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