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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Os 8 animais mais fedorentos da natureza

No tema de hoje falaremos sobre os animais que desenvolveram um sistema de defesa bem diferente. Eles são [ou podem ficar] tão fedorentos que sequer dá pra imaginar como seria ter que conviver com eles por perto!


Na maioria das vezes eles emitem um odor horrível quando se sentem ameaçados. E funciona viu! Descubra então quais são os 8 animais mais fedorentos da natureza.

Comece assistindo ao vídeo abaixo, do canal Fatos Desconhecidos:


Agora que já foi citado o nome de cada um, saiba mais um pouquinho sobre cada um deles.

8) Maria Fedida


A Maria fedida é um percevejo pertencente à classe Insecta, da ordem Hemiptera e da família Pentatomidae. Existem aproximadamente mais de 4.100 espécies do inseto no mundo, no Brasil são cerca de 360.

Sua maior peculiaridade é seu cheiro, que realmente não é nada agradável, mas tem grande serventia: os livram do perigo. Se você alguma vez já tocou ou simplesmente percebeu a presença de uma Maria Fedida logo sentiu um cheiro ruim e isso é o que esse inseto faz de melhor: usa seu cheiro para se defender quando sente algum tipo de ameaça.



Uma vez que o odor é liberado permanece sobre tudo que o percevejo toca e para a maioria dos predadores o gosto é tão ruim quanto o cheiro e os pássaros, seus maiores predadores, preferem cuspi-lo logo depois que o picam.

7) Diabo da Tasmânia


O Diabo da Tasmânia é um mamífero marsupial nativo da ilha da Tasmânia e também existia na Austrália, mas foi extinguido cerca de 400 anos depois da colonização do país pelos europeus. Atualmente eles habitam todas as regiões da ilha com preferência para florestas e são os maiores carnívoros marsupiais existentes na atualidade.

Seu tamanho varia bastante conforme o habitat e a dieta, mas os maiores chegam a atingir os 80 cm de comprimento e 12 kg de peso. As fêmeas normalmente são maiores do que os machos.

Os diabos da Tasmânia são essencialmente necrófagos e ocasionalmente são predadores de Wombats, wallabees e mamíferos placentários introduzidos, como os coelhos. E ainda podem se alimentar de fungos, cobras e frutos. Usam muito o olfato, a visão e os bigodes para localizar os alimentos e são extremamente agressivos quando estão comendo.



As lutas desse animal são acompanhadas de vocalizações barulhentas como grunhidos, guinchos e latidos que contribuem ainda mais para aumentar a fama de ferocidade do Diabo da Tasmânia.




6) Cangambá


Existe uma certa confusão entre a imagem do gambá popularizada em livros, histórias em quadrinhos e nos cinemas e assim muitas espécies do Cangambá foram nomeadas de forma errônea no Brasil. Aquelas características que normalmente atribuímos aos gambás: animais arborícolas, cinzentos, de cauda pelada são na verdade dos Cangambás.

Claro que os gambás também têm lá "seus cheirinhos", mas os usam mais como marcadores para atrair parceiros. Só numa condição de estresse muito grande, os gambás liberam odores fétidos das glândulas localizadas ao lado da cloaca, mas não têm mecanismos para fazê-lo em jatos, como o cangambá, que usa esse recurso com mais frequência.

Outra grande diferença entre os dois é que os Gambás são marsupiais e os Cangambás são mamíferos. Enquanto os Cangambás têm seus filhotes diretamente da placenta, os filhotes dos Gambás nascem pelados e cegos e depois ficam numa bolsa ou prega de pele, chamada Marsúpio, que protege o filhote durante o seu desenvolvimento.


5) Besouro Bombardeiro


O besouro-bombardeiro recebeu esse nome devido ao som explosivo que emite quando é ameaçado, soltando até 50 rajadas químicas, quentes, coloridas e barulhentas. Para mirar, o besouro gira o abdômen de um lado para o outro e atira direto no candidato à predador. O atacante fica com um gosto horrível na boca e até mesmo com queimaduras leves.

Quando ele fica estressado, uma substância química líquida sai de cavidades do seu corpo e entra em uma "câmara de explosão", com paredes grossas e resistentes ao calor, localizadas no seu abdômen. Aí ocorre uma rápida reação química que transforma os líquidos em gases e água.


Quando a pressão da câmara aumenta, as substâncias químicas borbulhantes são lançadas para fora em uma série de jatos rápidos.



Esse inseto é um predador subaquático, que se movimenta com agilidade e rapidez no fundo de águas paradas. Ele captura pequenos crustáceos, insetos e suas larvas, vermes e principalmente moluscos. Também se alimenta de animais mortos que flutuam na água.

Uma curiosidade bem interessante é que o Besouro Bombardeiro ingere água da mesma forma que um submarino inunda os tanques de lastro para mergulhar. Uma bolha de ar gruda na cauda e o ajuda a emergir.

4) Tamanduá Mirim


São chamados assim devido ao seu tamanho pequeno, se comparados ao Tamanduá Bandeira. Um indivíduo adulto pesa em torno de 7 kg e apresenta de 45 a 85 cm de comprimento corporal, mais uma cauda com 40 a 65 cm.

A dieta do Tamanduá Mirim consiste basicamente em insetos sociais como as formigas, cupins e abelhas, cujos ninhos [colônias] podem ser encontrados no chão ou no alto das árvores.


Para conseguir seu alimento, o tamanduá-mirim faz buracos nos formigueiros e cupinzeiros que encontra, utilizando suas garras. É através dessas aberturas que ele introduz sua língua, que além de ser rígida e comprida, também possui espinhos voltados para trás e recobertos por uma saliva pegajosa, na qual os insetos se grudam. Em um único dia, um tamanduá-mirim pode visitar mais de 50 ninhos de formigas ou cupins, alimentando-se de milhares de insetos!

Quando se sente ameaçado, o tamanduá-mirim adota uma postura ereta, sob um tripé formado pelas pernas traseiras auxiliado pela cauda. Nesta posição ele faz uso das garras dianteiras para se defender, podendo arranhar e agarrar [o famoso “abraço de tamanduá”] àquele que o agredir.


O tamanduá-mirim é uma espécie que vive solitariamente, encontrando-se com outros indivíduos na época da reprodução, a qual geralmente ocorre no outono. A gestação dura entre 130 e 190 dias, e um único filhote nasce, muito pequeno e frágil, sendo carregado no dorso da mãe por tempo indeterminado, e se separando dela após cerca de um ano de idade. Registros da longevidade de animais em cativeiro, como em zoológicos, dificilmente ultrapassam os nove anos.

3) Doninha


As doninhas são predadores de pequeno porte, com 15 a 35 centímetros de comprimento, com corpo fusiforme e delgado, orelhas redondas e focinho curto. A pelagem destes animais é geralmente escura e espessa, mas algumas espécies apresentam a barriga branca.

Sua pele é a principal motivação do interesse do homem nestes animais e isso fez com que ela ficasse em perigo de extinção, já que sua pele é uma das principais matérias-primas para a indústria de casacos de pele.


As doninhas são predadores que se alimentam de outros pequenos mamíferos, geralmente roedores. No entanto, se houver escassez das suas presas naturais não hesitarão em atacar galinhas, coelhos ou outros animais domésticos em cativeiro. Por causa deste oportunismo, as doninhas são perseguidas como pragas em muitas zonas rurais.

2) Boi-Almiscarado



O Boi-almiscarado é uma espécie de mamífero ártico e é um exímio animal sobrevivente, pois existe desde o período Pleistoceno [2 milhões de anos atrás], tendo convivido com diversos mamíferos gigantes e passado por diversas mudanças climáticas em seu habitat.

Apesar de ter vivido na era dos mamíferos gigantes o Boi-almiscarado não é um mamífero gigante, os machos adultos medem entre 1,2 e 1,5 metros de altura e podem ter até 2,3 metros de comprimento, pesando entre 250 e 400 kg, pouco mais da metade do peso de alguns cavalos.



A primeira vista eles aparentam ser animais gigantes, principalmente por conta de seu "casaco de pele", que é dividido em duas camadas, que não só os protegem do frio de seu habitat que pode chegar aos 40 graus negativos, como também agem como repelente de insetos, o que os protege de muitas doenças causadas pelos mosquitos.

Seu nome popular deriva cheiro dos machos, que cheiram a almíscar [perfume obtido a partir de uma substância de forte odor], porém, diferente de outros animais, o boi-almiscarado não possuí nenhuma glândula que produz esse cheiro. Apesar de seu nome, o Ox não é um boi; acredita-se que seus parentes mais próximos atualmente sejam as cabras.



1) Urubu de Cabeça Vermelha



O Urubu de Cabeça Vermelha pode ser encontrado desde o sul do Canadá até a América do Sul, tendo maior incidência em climas tropicais e sub-tropicais. Seu habitat natural são brejos, cambarazal, campos naturais, cerradão, cerrado, mata ciliar, bordas de mata, mata seca, rios, corixos e baías. Essa ave mede entre 62 e 81 cm de comprimento e a envergadura das asas chega a medir 1,70 metros, pesa em torno de 2 kg.

Os adultos possuem uma característica singular da espécie, que é a cabeça e o pescoço sem penas e vermelhos. Essa peculiaridade é uma evolução da espécie, pois a pele nua evita que restos de alimentos grudem e proliferem doenças. O filhote de Urubu de Cabeça Vermelha se difere do adulto unicamente na cor da cabeça que é escura, quase preta.



O olfato do Urubu de Cabeça Vermelha é sensacional, sendo normalmente a primeira ave a localizar suas presas. Seu voo também é impressionante, as asas são mantidas em "V". Com esse formato elas aproveitam toda e qualquer brisa para voar e para manter a sustentação ficam com as asas rígidas e viram o corpo de um lado para o outro, parecendo um voo sem curso definido. Raramente batem as asas, mesmo assim, só para iniciar o s momentos.



É considerada a ave mais fedorenta dentre os urubus, pois a espécie não possui glândulas sudoríparas para dissipar o calor, por isso defeca e faz xixi nas próprias pernas para evitar que a temperatura de seu corpo suba demais. O cheiro é extremamente ruim, o que colabora para afastar eventuais predadores. Além disso, também ficam com o bico aberto para baixar a temperatura.

Como os outros urubus também se alimentam de carniça. Comem animais mortos, em estágio de decomposição avançado e de alguns vertebrados caçados através dos seus voos rasantes. Vegetais em decomposição, pequenos insetos, larvas e ovos desprotegidos também fazem parte do seu cardápio.



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Boa sorte e até a próxima!

Fontes Pesquisadas:

http://www.revistamundodosbichos.com.br/o-universo-da-maria-fedida/
http://www.ninha.bio.br/biologia/diabo-tazmania.html
http://www.ninha.bio.br/biologia/besouro_bombardeiro.html http://www.museudezoologia.ufv.br/bichodavez/edicao23.htm
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mustela
http://osfantasticos-animaisdoplaneta.blogspot.com.br/2014/12/boi-almiscarado-um-sobrevivente-do_19.html
https://casadospassaros.net/urubu-de-cabeca-vermelha/


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2 comentários:

  1. "Outra grande diferença entre os dois é que os Gambás são marsupiais e os Cangambás são mamíferos". Isso não é diferença, afinal os marsupiais são uma classe de mamíferos, assim como os ungulados(cavalos), os quirópteros(morcegos),cetáceos(golfinhos), os proboscídeos(elefantes), os primatas e muitos outros

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  2. Boa citação. No nosso caso aqui a gente não aprofunda tanto no conteúdo, mas é bom saber que tem até diferenças tão pequenas assim podem ser percebidas no reino animal.

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